quinta-feira, 29 de abril de 2010

A sutil diferença entre dar o melhor de si e perder a identidade na relação ...


Bom .. Por que tantas pessoas reclamam que fazem todas as vontades do outro e não são valorizadas por isso? Verás aqui que ceder sempre ou dizer sempre “sim” não é a melhor maneira de conquistar o outro! Antes de mais nada , você também já deve ter ouvido alguém contar (porque eu já ouvi várias vezes, né? hihi) sobre o fato de ter dado o melhor de si num relacionamento e , mesmo assim, ter-se dado mal.
Em geral, a queixa de homens e mulheres “bons demais” é a seguinte: “fui muito dedicado, fiz tudo o que o outro quis e não fui reconhecido. Estou cansado (a) de me doar completamente nos relacionamentos e sofrer. Não entendo por que as pessoas dizem que querem encontrar alguém legal e, quando encontram, simplesmente não dão valor”... e por aí segue a descrição de uma dor que é realmente dilacerante, mas cujos motivos não são bem esses relatados! Acontece que pessoas que se doam demais, que fazem tudo o que o outro quer são aquelas que, muito frequentemente, ainda não se deram conta da enorme importância que sua individualidade tem na relação. Ainda se equivocam ao acreditar que para serem amadas precisam ceder sempre, aceitar tudo e simplesmente se anular em função dos desejos da outra pessoa. Enganam a si mesmas acreditando que agem por amor. Quem nunca se coloca, quem muito pouco discorda do outro, quem quase nunca expressa uma vontade que seja adversa, não faz isso por amor e sim por insegurança, por medo de que o outro não tolere ser contrariado e o deixe. Ou seja, estamos falando de uma autoestima fragilizada, que precisa ser resgatada, alimentada e, sobretudo, autorreconhecida. ENTENDEU ?! RÃN .
É preciso que essas pessoas percebam que existe uma sutil diferença entre dar o melhor de si e se perder, perder sua própria referência num encontro de amor. Quem vai deixando de mostrar o que incomoda,, quem vai deixando de falar sobre o que desagrada, vai se identificando e se misturando com o outro a ponto de se tornar uma espécie de reflexo dele.
Continua no próximo post...

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